A ENXADA E A CANETA
( ZICO E ZECA )
Certa vez uma caneta
Foi passeá la no sertão
Encontrou – se com uma enxada
Fazendo uma prantação
A enxada muito humirde
Foi lhe fazendo uma saudação
Mas a caneta soberba
Não quis pega na sua mão
E ainda por disaforo
Lhe passou uma repressão.
Disse a caneta para a enxada
Não vem perto de mim não
Você tá suja de terra
De terra suja do chão
Sabe com quem tá falando
Veja a sua posição
E não esqueça da distância
Da nossa separação.
Eu sou a caneta dorada
Que escreve no tabelião
Eu escrevo pros governo
A lei da constituição
Escrevi paper di linho
Pro ricaço e pros barão
Só ando nas mãos dos mestres
Dos homens de posição.
A enxada respondeu:
De fato eu vivo no chão
Pra podê dá o que comê
E visti ao seu patrão
Eu vim no mundo primeiro
Quase no tempo de Adão
Se não fosse o meu sustento
Ninguém tinha instrução.
Mas que caneta orguiosa
Vergonha da geração
A tua arta nobreza
Não passa de pretensão
Você diz que escreve tudo
Tem uma coisa que não
É a palavra bonita
Que se chama educação.
1) Faça a ilustração da música.
2) A música “A enxada e a caneta” apresenta linguagem coloquial. Transcreva – a para linguagem padrão.
3) A música é um texto poético. De acordo com “A enxada e a caneta”, informe os seguintes itens da estrutura.
a) número de versos
b) número de estrofes
c) rimas
Em seguida mande no meu Email. (edycarlossousa4@gmail.com).
Abraços se cuidem.
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